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O turismo no Espírito Santo bate recordes. O engenheiro tem papel central nessa transformação

Publicado em: 15/01/2026

Foto: Christian Nascimento

Por: Filipe Machado

 

O Espírito Santo vive um momento singular. O volume de turistas no estado atingiu o maior patamar dos últimos dez anos, com crescimento de 3,6%, o segundo maior do país. Vila Velha e Vitória despontam entre os destinos mais buscados, e o litoral capixaba registra ocupação elevada em cidades como Guarapari, Piúma, Iriri e Conceição da Barra.

O estado foi descoberto pelo Brasil. Esse movimento aquece a economia, gera oportunidades e fortalece o comércio local. Mas também impõe um desafio claro. O crescimento turístico precisa ser acompanhado por desenvolvimento estruturado, planejamento urbano e infraestrutura adequada. E é exatamente nesse ponto que o engenheiro se torna protagonista.

O aumento sazonal da população pressiona sistemas urbanos que, em muitos casos, já operam próximos ao limite. Trânsito congestionado, falta de estacionamentos organizados, calçadas inadequadas, ausência de acessibilidade, deficiência de drenagem, sobrecarga do saneamento e infraestrutura precária de recepção ao visitante são problemas que exigem soluções técnicas, planejamento e execução qualificada.

O engenheiro é o profissional responsável por transformar esse crescimento em desenvolvimento sustentável. É ele quem projeta sistemas viários, organiza a mobilidade urbana, dimensiona redes de drenagem e esgotamento sanitário, requalifica orlas, planeja espaços públicos, implanta soluções de acessibilidade, iluminação e pavimentação, além de garantir segurança estrutural e durabilidade das intervenções.

Mais do que executar obras, o engenheiro antecipa demandas, analisa riscos, propõe soluções eficientes e assegura que as cidades estejam preparadas para receber bem moradores e visitantes. Sem engenharia, o crescimento ocorre de forma desordenada, onerosa e insustentável.

O Espírito Santo vive uma oportunidade histórica. Consolidar-se como destino turístico nacional depende de cidades organizadas, seguras, acessíveis e bem estruturadas. E essa transformação passa diretamente pelo trabalho técnico, estratégico e responsável do engenheiro.

O estado foi descoberto.
Agora é hora de projetar o futuro.

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