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Coleção capixaba sobre diversidade étnico-racial chega a Angola e fortalece conexões educacionais com a África

Publicado em: 17/04/2026

Foto: Divulgação

Uma iniciativa nascida no Espírito Santo está ultrapassando fronteiras e chegando ao continente africano com uma proposta que une educação, diversidade e cooperação internacional. A coleção “Celebrando a diversidade étnico-racial”, desenvolvida pelo Grupo Formar, será levada a Luanda, em Angola, como parte de uma agenda de conexões institucionais e pedagógicas com representantes da educação no país. A missão acontece em parceria com o Grupo Conectar, com foco em estabelecer ainda mais conexões em território africano.

O material, apresentado recentemente no Espírito Santo durante um encontro de formação de educadores, será um dos principais instrumentos levados pelo grupo para dialogar com o Ministério da Educação de Angola e também com representantes ligados ao Ministério das Relações Internacionais. A proposta é ampliar o intercâmbio de conhecimentos e abrir espaço para futuras parcerias entre Brasil e África no campo da educação.

A iniciativa representa um movimento simbólico e estratégico: uma produção educacional capixaba voltada à valorização da diversidade étnico-racial chega ao continente africano como ferramenta de formação, reflexão e construção de novas possibilidades pedagógicas.

De acordo com Marcelo Carvalho, diretor executivo do Grupo Formar, a missão internacional reforça o compromisso da instituição com uma educação conectada à pluralidade cultural e à formação cidadã. “Levar esse material para Angola é também reconhecer a potência da educação como instrumento de diálogo entre territórios, histórias e identidades. Estamos falando de um conteúdo construído com responsabilidade pedagógica, mas também com sensibilidade para temas que atravessam a formação humana e social dos estudantes”, afirma.

Voltada aos anos iniciais da educação básica, a coleção “Celebrando a diversidade étnico-racial” foi elaborada em conformidade com as legislações brasileiras que determinam a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas. Entre elas estão a Lei Federal nº 10.639/2003, o Parecer 03/2004, a Resolução 01/2004 e a Lei Federal nº 11.645/2008.

O conteúdo propõe uma abordagem educativa baseada no respeito, na valorização das diferenças e na construção de uma convivência mais solidária entre diferentes pertencimentos étnico-raciais presentes na sociedade brasileira.

Outro diferencial da coleção está na acessibilidade. Todos os volumes contam com selo de acessibilidade, com versões em audiolivro, audiodescrição e videolibras, ampliando o alcance do conteúdo e fortalecendo o compromisso com uma educação mais inclusiva.

Para Marcelo Carvalho, o intercâmbio também pode abrir caminho para novas conexões e colaborações com instituições africanas. “Esse é um passo importante para aproximar experiências, construir pontes e pensar a educação de forma mais ampla, conectada com a nossa história, com a diversidade e com os desafios contemporâneos. Existe um potencial muito rico de troca e cooperação que pode nascer a partir desse diálogo com Angola”, destaca.

A expectativa é que a agenda em Luanda contribua não apenas para apresentar a coleção, mas também para consolidar novas frentes de atuação internacional do Grupo Formar. Com a parceria do Grupo Conectar, a proposta é fortalecer vínculos, ampliar interlocuções e estabelecer ainda mais conexões em território africano, ampliando o alcance de materiais produzidos no Espírito Santo e reforçando o papel da educação como ferramenta de transformação social.

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