Filipe Machado com Zé Maria Cola e Jorge Silva
Por: Filipe Machado
As eleições do Sistema Confea/Crea e Mútua no Espírito Santo deixaram uma mensagem importante: a engenharia capixaba segue forte, organizada e atenta ao futuro de suas instituições.
A vitória de Zé Maria Cola para a presidência do Crea-ES e de Jorge Silva para a Diretoria-Geral da Mútua-ES representa mais do que o resultado de uma disputa eleitoral. Representa a continuidade de um projeto institucional construído ao longo dos últimos anos, com presença, diálogo e defesa da valorização profissional.
Toda eleição do Sistema é relevante porque define os rumos de entidades que impactam diretamente a vida de engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos, meteorologistas e demais profissionais da área tecnológica. O Crea-ES e a Mútua-ES não são estruturas distantes da realidade da categoria. São instituições que tratam de fiscalização, exercício profissional, benefícios, apoio, representação, capacitação e fortalecimento das profissões.
Por muito tempo, muitos profissionais enxergaram o Crea apenas como um órgão de registro, cobrança de anuidade ou emissão de ART. Mas o Crea-ES é muito mais que um cartório profissional. Ele tem papel estratégico na defesa da sociedade, na valorização da boa engenharia, no combate ao exercício ilegal, na aproximação com os profissionais e na construção de políticas institucionais para o desenvolvimento do Estado.
A eleição de uma chapa com ampla vantagem mostra que a categoria reconheceu um caminho. Mostra também que um grupo unido, quando possui projeto, presença territorial e capacidade de articulação, consegue se manter à frente das instituições e dar continuidade ao trabalho iniciado.
O engenheiro que vos escreve, este ano, não esteve na disputa eleitoral. Mas pôde acompanhar de perto o ambiente dessas eleições, conversar com profissionais, observar movimentos, ouvir expectativas e perceber que a engenharia capixaba continua viva, participativa e com enorme potencial de contribuição para o Espírito Santo.
É natural que, em qualquer eleição, existam grupos, divergências, propostas e visões distintas. Isso faz parte do processo democrático. Mas, passada a eleição, o desafio maior é transformar o resultado em trabalho concreto. A partir de agora, a responsabilidade dos eleitos aumenta.
A engenharia capixaba precisa continuar avançando. Ainda há muito a ser feito pelos profissionais, pelas entidades de classe, pelos jovens engenheiros, pelos profissionais do interior, pelas mulheres da engenharia, pelos empreendedores, pelos servidores públicos, pelos profissionais autônomos e por todos aqueles que dependem de um Sistema forte, moderno e presente.
O resultado das urnas não encerra um processo. Ele abre um novo ciclo.
Zé Maria Cola chega à presidência do Crea-ES com a missão de dar continuidade ao fortalecimento institucional e ampliar a presença do Conselho junto à sociedade e aos profissionais. Jorge Silva, por sua vez, assume a Mútua-ES com a responsabilidade de ampliar benefícios, aproximar a Caixa de Assistência dos profissionais e manter uma atuação conectada às necessidades reais da categoria.
Mais do que nomes, a eleição reafirma um projeto. E projetos institucionais só se sustentam quando há união, entrega, presença e capacidade de ouvir.
A engenharia sempre teve papel central no desenvolvimento do Espírito Santo. Está nas obras, na infraestrutura, na indústria, no meio ambiente, na segurança das edificações, na inovação, no saneamento, na mobilidade, na energia e em tantos outros setores essenciais.
Por isso, quando a engenharia se organiza institucionalmente, quem ganha não é apenas a categoria. Ganha também a sociedade.
As eleições do Crea-ES e da Mútua-ES mostraram que a engenharia capixaba segue forte. Agora, o próximo passo é transformar essa força em mais trabalho, mais presença e mais resultados para os profissionais.