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Adolescente prodígio capixaba se destaca em olimpíadas científicas e conquista prêmios internacionais

Publicado em: 16/01/2026

Foto: Arquivo pessoal

Aos 14 anos, o capixaba Lucca Volnei Medina Bitti Padilha desponta como um dos jovens talentos mais promissores do país nas olimpíadas científicas. Com uma trajetória que coleciona medalhas, viagens internacionais e experiências acadêmicas de alto nível, o adolescente de Vitória vem transformando curiosidade em resultados concretos e levando o nome do Espírito Santo a competições de destaque no Brasil e no exterior.

Foto: Arquivo pessoal

Desde cedo, Lucca demonstrou um perfil inquieto e investigativo. Nascido e criado no Espírito Santo, ele cresceu em um ambiente que estimulava perguntas, desafios e autonomia intelectual, características que, ao longo dos anos, se tornariam marcas registradas de sua forma de aprender e se relacionar com o conhecimento.

A mãe, Valeska Bomfim Medina Padilha, lembra que a curiosidade sempre foi parte da essência do filho. “Lucca sempre foi uma criança curiosa. Aos 8 identificamos as altas habilidades e superdotação, quando então passamos a entender um pouco melhor sua forma de entender o mundo e se expressar”, conta. A partir desse diagnóstico, a família passou a buscar caminhos que permitissem ao garoto desenvolver plenamente seu potencial.

 

O início

O primeiro grande marco veio aos 12 anos, quando Lucca participou da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Privadas (OBMEP). Logo na estreia, conquistou a medalha de ouro no nível 1, sendo o único aluno do município de Vitória a alcançar esse resultado em 2023, em uma competição que reúne milhões de estudantes em todo o país.

A preparação para as provas segue uma lógica própria, baseada em estratégia e constância. Uso provas passadas como base para entender o nível de dificuldade tanto em conteúdos quanto em tempo de resposta das questões”, explica Lucca, que estuda diariamente e intensifica a rotina conforme a proximidade das competições.

Apesar da pouca idade, ele já desenvolveu métodos eficientes de estudo e prefere desafios ligados à matemática e ao raciocínio lógico. Fora das provas, mantém uma rotina equilibrada, praticando jiu-jitsu, lendo com voracidade (são quase 400 livros em cinco anos) e interagindo com amigos em jogos online e conteúdos educativos.

 

Pequenos Gênios e olimpíadas internacionais

Em 2024, Lucca ganhou projeção nacional ao participar do quadro Pequenos Gênios. “Responder a perguntas frente a uma plateia presente e milhares de pessoas assistindo online me provou que consigo lidar bem com pressão. O quadro também me deu bastante visibilidade e me permitiu mostrar um pouco mais do Lucca para o Brasil”, afirma o adolescente.

No cenário internacional, uma das experiências mais marcantes foi a participação na Steam Ahead, na China, em dezembro de 2025. “Foi a olimpíada que eu consegui fazer mais conexões com pessoas de outros países, amizades que continuaram após os dias que passei lá”, relata Lucca, destacando o impacto cultural e humano da vivência.

Antes disso, ele já havia conquistado medalha em uma competição na Tailândia, reforçando sua presença em olimpíadas fora do Brasil. Para Lucca, viajar para competir é mais do que disputar prêmios: é uma forma de testar o intelecto em contextos diferentes e compreender como cada país estrutura seus desafios científicos.

Lucca na Tailândia. Foto: Arquivo pessoal

Outro capítulo emblemático da trajetória foi o intercâmbio na NASA. Durante uma semana, o jovem participou de um treinamento teórico e prático, convivendo com estudantes e profissionais altamente qualificados. A experiência reforçou o desejo de, no futuro, retornar ao local não como visitante, mas como profissional da área científica. (Estamos torcendo por isso!)

 

Apoio familiar

Lucca com a mãe, Valeska. Foto: Arquivo pessoal

Por trás de cada conquista, há uma estrutura familiar sólida. “Como mãe, me sinto muito realizada por ter aberto mão da carreira por alguns anos para acompanhá-lo de perto. Hoje vejo o quanto valeu a pena”, afirma Valeska, que é Engenheira de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, ressaltando o apoio conjunto do pai e da irmã na caminhada do filho.

Lucca com os pais. Foto: Arquivo pessoal

Os desafios, no entanto, também se fazem presentes. A logística e os custos das viagens internacionais exigem criatividade e planejamento, já que o país ainda oferece poucos incentivos para atletas do conhecimento. A família recorre a parcerias, cursos online e campanhas colaborativas para viabilizar a participação de Lucca nas competições.

Olhando para o futuro, o jovem ainda não definiu uma carreira específica, mas tem certeza de que seguirá na área de exatas e pretende cursar faculdade fora do país. Movido por desafios constantes, ele enxerga o aprendizado como um processo contínuo, que vai além de medalhas e títulos.

A história de Lucca Volnei é um exemplo de como talento, dedicação e apoio familiar podem abrir caminhos antes improváveis. Lucca é um Orgulho que evidencia que o Espírito Santo também é berço de grandes mentes.

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