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Quem entra na sala de trabalho de Álvaro Moura percebe de imediato seu gosto pelas artes. Canecas do Van Gogh Museum, em Amsterdam (Holanda), do National Gallery, em Londres (Reino Unido), e do The Metropolitan Museum of Art, em Nova York (EUA), dentre muitas outras, decoram sua mesa. Nas paredes, cartazes documentam, ano a ano, as oito grandes exposições que ele produziu. À frente da Unidade de Grandes Projetos da Premium Comunicação Integrada de Marketing, empresa especializada na criação, produção e gestão de projetos culturais e exposições de alcance internacional, Moura ajudou a transformar Vitória em palco para mestres da arte mundial.
Álvaro foi pioneiro no Brasil com exposições sem dependência de dinheiro público. Todas suas exposições se tornaram realidade com o apoio de empresas que decidiram investir em arte e cultura como estratégia de marca. Patrocinadores que compreenderam a cultura como um ativo capaz de ampliar visibilidade, reputação e autoridade, associando suas marcas a iniciativas de alto valor simbólico e educativo . Com projetos de marketing bem estruturados, suas exposições sempre são acessíveis ao público, formam repertório cultural e, ao mesmo tempo, entregam valor concreto aos investidores. Esse equilíbrio entre conteúdo artístico relevante, estratégias de comunicação e retorno institucional foram e seguem sendo decisivos para que exposições de grande porte pousem no Espírito Santo.
O primeiro grande projeto dessa trajetória foi Por Dentro da Mente de Leonardo da Vinci, realizado em junho de 2009. A exposição apresentou modelos artesanais produzidos na Itália, recriando máquinas e invenções idealizadas pelo gênio renascentista. Foi a primeira mostra no Palácio Anchieta, iniciativa gestada por ele, Café Lindemberg e José Antônio Pignaton. O Palácio Anchieta se transformou em espaço interativo de ciência, arte e criatividade, recebeu mais de 30 mil visitantes e promoveu palestras e concursos de redação voltados a estudantes da rede pública.
Em outubro de 2009, a Premium realizou Portinari na Coleção Castro Maya, reunindo cerca de 40 obras emblemáticas do artista brasileiro que retratou o Brasil profundo, com trabalhadores rurais, crianças, festas populares e desigualdades sociais. Dividida em três núcleos curatoriais, Colecionador, Mecenas e Amigos, a mostra apresentou também a relação histórica entre Portinari e Raymundo Ottoni de Castro Maya, empresário, advogado, colecionador e um dos maiores mecenas das artes no Brasil.
Em dezembro de 2011, foi a vez de Modigliani Imagens de uma Vida, exposição que apresentou 188 obras e documentos do Instituto Modigliani, de Roma.
Na sequência, em abril de 2012, Vitória recebeu Mestres Franceses, reunindo obras de Marc Chagall, Fernand Léger, Renoir e Manet. A diversidade técnica permitiu ao público uma leitura ampla da produção artística francesa entre os séculos XIX e XX e reforçou a presença das exposições culturais no ambiente digital.
Em julho de 2014, o público capixaba teve acesso a Di Cavalcanti de Flores e Amores. Vinte pinturas a óleo revelaram a presença constante das mulheres e das flores como símbolos centrais na obra do artista.
Na sequência da trajetória, foi realizada Mestres Espanhóis, exposição que colocou o Espírito Santo como o primeiro estado brasileiro a receber, em conjunto, gravuras originais de Pablo Picasso, Joan Miró, Francisco Goya e Salvador Dalí. A mostra apresentou diferentes linguagens da arte gráfica europeia e evidenciou como esses artistas influenciaram a estética do século XX.

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Outro marco foi A Beleza na Escultura de Michelangelo, que trouxe ao estado seis desenhos originais do século XVI, inéditos no Brasil, além de esculturas em gesso inspiradas em obras renascentistas.
Essa capacidade de unir comunicação, cultura e experiência não surgiu por acaso. Antes de se dedicar integralmente aos projetos culturais de grande impacto, Álvaro Moura construiu sólida trajetória na mídia, com passagens como diretor na TV Globo e no Globo.com. Essa vivência ampliou seu olhar sobre narrativa, público e impacto e hoje se reflete na concepção de exposições com forte apelo educativo, institucional e publicitário para grandes marcas.
Agora, ele escreve mais um capítulo ao trazer para Vitória a exposição Rembrandt O mestre da luz e da sombra, com 69 gravuras originais de um dos maiores nomes da história da arte. A mostra passou pelo Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro, e pela Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte, com grande sucesso de público e crítica, além de ampla cobertura da TV Globo, da revista Vogue, da Folha de S.Paulo, de O Globo e de O Estado de S. Paulo. Em fevereiro, Rembrandt chega ao Palácio Anchieta e reforça a posição do Espírito Santo no circuito brasileiro de grandes exposições internacionais