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Empreendedoras capixabas avançam à etapa nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2026

Publicado em: 07/10/2026

Virginia Endlich Fiorese e Ana Paula Carvalho

Duas empreendedoras capixabas estão entre as mulheres que avançaram para a etapa nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2026. Virginia Endlich Fiorese, na categoria Pequenos Negócios, e Ana Paula Carvalho, na categoria Microempreendedora Individual (MEI), conquistaram o primeiro lugar em suas categorias no Espírito Santo e agora representam o Estado e a região Sudeste na disputa nacional.

Criado em 2004, o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios reconhece mulheres que transformam ideias em negócios, com iniciativas que geram resultados e impactos sociais e econômicos em suas regiões. A premiação contempla cinco categorias: Pequenos Negócios, Produtora Rural, Microempreendedora Individual, Ciência e Tecnologia e Negócios Internacionais. Na etapa regional, uma empreendedora por categoria avança de cada região para a fase nacional.

 

Ana Paula é campeã com o Conectar Sistêmico

A história de Ana Paula Carvalho com o empreendedorismo começou ainda quando ela atuava como professora de História. A partir do trabalho com seus alunos, percebeu o interesse pelas próprias histórias e memórias e passou a desenvolver projetos de resgate de histórias familiares, com organização de fotografias, construção de linhas do tempo, árvores genealógicas e registros de memórias. Foi desse processo que nasceu a Conectar Sistêmico, que hoje reúne literatura, biografia, educação, comunicação e abordagem sistêmica.

“Conquistei o 1º lugar Ouro na categoria MEI no Espírito Santo, resultado que me levou à etapa nacional, representando o Espírito Santo e a região Sudeste. Para mim, esse reconhecimento vai além do prêmio: ele valoriza uma trajetória marcada por desafios, recomeços e pela coragem de transformar conhecimento, experiência e propósito em um negócio”, afirma Ana Paula.

Há cerca de 15 anos, a Conectar Sistêmico já alcançou mais de 600 pessoas, publicou sete livros e desenvolveu diferentes biografias, projetos, palestras, cursos e documentários. Embora a empresa tenha nascido em Minas Gerais, foi em Vila Velha que Ana Paula encontrou um novo capítulo para o negócio, com lançamentos de livros, participação na Bienal do Livro e na Feira Literária Internacional Capixaba, além de homenagens como o título de Cidadã Honorária de Vila Velha.

“Quero levar para o Brasil inteiro a força e a diversidade do empreendedorismo feminino capixaba, mostrando que no Espírito Santo existem mulheres construindo negócios, criando projetos, gerando impacto e transformando suas próprias histórias em oportunidades”, destaca Ana Paula. Para ela, independentemente do resultado final, chegar à etapa nacional já representa uma conquista e pode abrir novas possibilidades para ampliar o alcance dos projetos da Conectar Sistêmico.

 

Virginia vence com o Levei um Bolo

Na categoria Pequenos Negócios, Virginia Endlich Fiorese chega à etapa nacional com a história da Levei um Bolo. Formada em Administração de Empresas com habilitação em Marketing e com MBA em Gestão Comercial e Gestão Empresarial, ela entrou no empreendedorismo após passar pelo mercado de trabalho e ficar desempregada. Na época, ajudava a mãe, que produzia doces para casamentos, mas decidiu seguir outro caminho e criou uma fábrica de sobremesas para cafeterias e restaurantes.

Dois anos depois, Virginia iniciou o projeto da Levei um Bolo com apoio do Sebrae, a partir de um plano de negócios e de uma pesquisa de mercado. A ideia inicial era vender os bolos em uma Kombi que circulasse pelas ruas, mas o modelo precisou ser adaptado. A empresa passou a trabalhar com pontos fixos, com a Kombi em locais diferentes a cada dia. O formato funcionou durante cerca de quatro anos, até a chegada da pandemia.

“Eu comecei como MEI, fiquei dois anos como MEI, tinha um funcionário que batia os bolos para mim e outro que vendia na Kombi. Eu trabalhava na outra empresa, de sobremesas, junto com a Levei um Bolo, administrando a empresa. Fiquei dois anos sem salário na Levei um Bolo, porque todo o valor era reinvestido. Comecei sem capital de giro”, conta Virginia.

A pandemia trouxe um dos momentos mais difíceis para o negócio. Com a circulação da Kombi interrompida, a empresa passou a depender de uma pequena loja que representava uma parcela bem menor do faturamento. Virginia também havia acabado de expandir a cozinha e contratado um novo funcionário. O cenário começou a mudar com o crescimento do delivery e com uma consultoria realizada pelo Sebrae, que ajudou na reformulação da marca, das embalagens e da fachada da loja.

A partir de então, a Levei um Bolo voltou a crescer e ganhou novas unidades. Em novembro de 2020, Virginia abriu um quiosque no Masterplace, na Reta da Penha. No ano seguinte, inaugurou uma loja na Praia da Costa, em Vila Velha. A empreendedora também buscou formação e capacitação ao longo dos anos, participando de cursos e projetos do Sebrae.

“Eu sempre acreditei no meu potencial e no potencial da empresa, mas achava um pouco distante estar ganhando esse prêmio. Fiquei muito feliz e também um pouco surpresa com o primeiro lugar na categoria Pequenos Negócios. Apesar de acreditar muito na empresa e achar que ela é realmente merecedora, a gente ainda fica um pouco insegura”, relata Virginia. Agora, com a classificação para a etapa nacional, a empreendedora afirma estar mais confiante e espera contar com a torcida dos capixabas.

 

Orgulho

A premiação nacional está marcada para o dia 17 de novembro de 2026. As duas capixabas chegam à fase decisiva levando histórias diferentes, mas com a mesma representação: a do empreendedorismo feminino desenvolvido no Espírito Santo. Ana Paula busca ampliar o alcance da Conectar Sistêmico e de seus projetos ligados às histórias e memórias, e Virginia segue na expectativa de levar a Levei um Bolo ao reconhecimento nacional.

Duas histórias de Orgulho para o empreendedorismo capixaba!

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