Com o olhar atento às mudanças do mercado, especialistas do setor imobiliário estão projetando o futuro para 2025, e as tendências são claras: exclusividade, experiência e valor agregado. Cecília Zon, CEO da Invite Inc., e Bruna e Paula Rody, da Inspira Conceito e Design, revelam o que está por vir no segmento de luxo e as inovações que irão moldar os novos empreendimentos.
Cecília destaca que, antes de iniciar qualquer projeto, sua equipe realiza um estudo profundo sobre os hábitos de consumo dos clientes. “Queremos que nossos empreendimentos reflitam as tendências de mercado para que despertem o desejo de compra dos consumidores”, afirma.
Já Bruna e Paula, da Inspira, ressaltam que, no mercado de luxo, os clientes estão mais seletivos, comprando apenas aquilo que realmente faz a diferença. “Esses consumidores buscam produtos com alto valor agregado, que tragam um conceito genuíno e que os emocione”, completam.
A pandemia, que trouxe mudanças significativas nos hábitos de consumo, tem gerado um impacto direto nas compras de imóveis, especialmente em destinos de lazer. “O mercado de luxo para imóveis de férias tem um grande potencial de crescimento até 2030”, explicam Bruna e Paula.
Para Cecília, a tendência é aproveitar o “boom do lazer”, com o aumento do mercado de imóveis de luxo voltados para o lazer, como o Manami, em Guarapari, e o Vive Le Vin, em Pedra Azul. “Investimos em destinos hiperlocais e exclusivos para criar experiências únicas e culturalmente ricas”, afirma Cecília.
Para garantir que essas tendências se concretizem, os empreendimentos devem refletir o conceito em todos os seus aspectos: “Desde a arquitetura até o marketing, tudo é projetado para proporcionar uma experiência autêntica”, explica Bruna. Cecília também acrescenta que a Invite busca dar alma aos seus projetos, com elementos que vão além do design e proporcionam uma experiência sensorial completa.
O futuro do mercado imobiliário de alto padrão também passa por projetos com um forte conceito, que visam à valorização a longo prazo. Bruna e Paula estão desenvolvendo diversos empreendimentos, como a Fazenda do Grão, em Pedra Azul, um projeto de chacreamento de luxo que valoriza a história da família carioca pioneira na região. “A ideia é trazer lazer e sofisticação em um ambiente rural, mas com a proximidade das grandes cidades”, comentam.
Na Invite, o próximo grande lançamento será o Vive Le Vin, um projeto que promete surpreender com sua proposta inspirada nas vinícolas europeias, além de trazer toda a infraestrutura de um resort, com serviços de hotelaria, áreas de degustação de vinhos, restaurante, spa e muito mais. “Esse projeto é feito para os amantes de vinho e arte, e promete ser um marco no mercado imobiliário de alto padrão”, destaca Cecília.
O mercado de luxo está em constante transformação, e os especialistas apostam que, em 2025, a chave do sucesso será a combinação de autenticidade, experiência e valor agregado, garantindo não apenas a satisfação dos clientes, mas também a valorização dos empreendimentos ao longo do tempo.
*Mercado movimentado*
De acordo com Ricardo Gava, executivo da Gava Crédito Imobiliário e diretor do Secovi-ES, o mercado imobiliário de alto padrão ou luxo segue movimentado, mesmo em um cenário de taxas de juros mais altas. “Compradores desse segmento, normalmente já acostumados a investir e com experiência em aquisições imobiliárias, possuem conhecimento financeiro que os ajuda a enxergar vantagens que sustentam esse movimento. Com essas estratégias, compradores de alto padrão aproveitam momentos que exigem mais negociação, para identificar boas oportunidades” observou Gava.
Para Ricardo Gava, contar com uma assessoria especializada em crédito imobiliário, sem custos adicionais, e com o suporte de um corretor de imóveis qualificado, é essencial para encontrar as melhores condições de financiamento e concretizar negócios vantajosos. O executivo destaca três pontos principais sobre o comportamento daqueles que buscam o mercado de alto padrão. “1 – A diferença entre as taxas de juros do financiamento e os rendimentos de investimentos aplicados: Muitos preferem financiar o máximo possível do valor do imóvel, justamente para não se descapitalizar. 2 – Valorização imobiliária e segurança: Imóveis apresentam uma tendência natural de valorização ao longo do tempo e são considerados ativos seguros, mesmo em períodos de instabilidade econômica. 3 – Portabilidade de financiamento: A possibilidade de renegociar as condições do financiamento contratado, transferindo-o para bancos com taxas mais atrativas no futuro, é uma grande vantagem. Essa flexibilidade permite realizar a portabilidade mais de uma vez, maximizando os ganhos sempre que os juros caírem”, frisou Ricardo Gava, executivo da Gava Crédito Imobiliário e diretor do Secovi-ES.