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Gestão, cultura e protagonismo feminino na economia criativa

Publicado em: 10/03/2026

Sônia Iamonde. Foto: Divulgação

Em um país onde o artesanato mobiliza cerca de 8,5 milhões de profissionais, movimenta aproximadamente R$ 50 bilhões por ano e representa cerca de 3% do PIB nacional, falar desse setor é falar de economia, identidade e desenvolvimento. No Espírito Santo, essa engrenagem ganha protagonismo há 13 anos com a realização da Feira Nacional do Artesanato no Espírito Santo – ArteSanto, que tem na empresária Sônia Iamonde uma de suas principais articuladoras.

Diretora da Iamonde Design de Eventos, fundada em 2004, Sônia construiu uma trajetória sólida no mercado de eventos, marcada pela organização de projetos de grande porte e impacto regional. À frente da empresa, consolidou sua atuação na gestão estratégica, na curadoria e na realização de experiências que conectam público, cultura e desenvolvimento econômico.

Sob sua liderança, a ArteSanto se firmou como um dos maiores eventos do segmento no Brasil. A edição de 2026 reuniu cerca de 600 expositores de diferentes estados, distribuídos em mais de cinco mil metros quadrados de feira. Durante sete dias, o público teve acesso a uma ampla diversidade de técnicas, materiais e expressões culturais, da cerâmica às fibras naturais, das panelas de barro às joias, dos produtos indígenas às peças em couro, metais e tecidos.

Segundo Sônia, mais do que um espaço de comercialização, a feira funciona como vitrine nacional para artesãos e como ferramenta de geração de renda para milhares de famílias. “O artesanato carrega identidade, história e território. Cada peça é única, feita à mão, com técnica e emoção. A ArteSanto reúne essa diversidade em um só lugar, oferecendo ao consumidor acesso a produtos de altíssima qualidade e valorizando o trabalho de quem vive da arte manual. É uma engrenagem que movimenta a economia e preserva a cultura”, afirma.

Além do impacto cultural e econômico, a feira mantém também uma importante dimensão social. Peças produzidas nas unidades prisionais do Estado estarão novamente em exposição, como parte do Programa de Ressocialização da Secretaria de Estado da Justiça, ampliando oportunidades e promovendo inclusão por meio do trabalho manual.

Para Sônia, a força da ArteSanto está justamente na capacidade de integrar cultura e desenvolvimento. “Quando falamos em artesanato, não estamos tratando apenas de tradição, mas também de geração de renda, empreendedorismo e movimentação econômica real. A feira cria oportunidades para artesãos de todo o Brasil ampliarem mercado, estabelecerem conexões e fortalecerem seus negócios. É um evento que impulsiona cadeias produtivas, fomenta o turismo e posiciona o Espírito Santo como referência nacional no setor”, explica.

Ao longo de mais de duas décadas de atuação empresarial, Sônia Iamonde consolidou uma liderança que alia sensibilidade cultural e visão estratégica de mercado. Sua trajetória demonstra que tradição e desenvolvimento podem caminhar juntos, transformando o artesanato em ativo econômico e instrumento de projeção nacional para o Espírito Santo. Ao conectar criadores, instituições e público, ela reafirma o papel da economia criativa como força estruturante, capaz de gerar oportunidades, preservar identidades e impulsionar o Estado para além de suas fronteiras.

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