Por: Matheus Conceição
Cardio das Gostosas e S+ Club se encontram no dia 12 de setembro para uma experiência que mistura corrida de aquecimento, treino, conexão e uma grande surpresa — e mostra como a atividade física também vem se tornando uma forma de pertencimento.
A manhã ainda estará começando em Vitória quando mulheres e profissionais de saúde se encontrarem no Tantra Beach Club, no dia 12 de setembro, às 06h00. Algumas chegarão para correr. Outras, pelo treino. Muitas, pelo encontro.
E talvez seja justamente aí que esteja a parte mais interessante dessa história.
Durante muito tempo, praticar atividade física parecia seguir uma lógica relativamente simples: escolher um treino, cumprir uma série e voltar para casa. O exercício continua sendo o centro. Mas, para muita gente, ele deixou de ser o único motivo para sair de casa.
Movimento também virou encontro, identidade e uma forma de pertencer.
É nesse cenário que surge o Gostosas Ascend S+, colaboração entre o Cardio das Gostosas e o S+ Club. A experiência reúne corrida de aquecimento, medalha, treinão e diferentes ativações ao longo da manhã. A programação ainda reserva um megashow surpresa, cuja atração será mantida em segredo até o momento certo.
Os dois movimentos nasceram falando com públicos diferentes. É justamente isso que torna o encontro relevante.
De um lado está o Cardio das Gostosas, liderado pela nutricionista Flávia Yara e pela estrategista Priscilla Miranda.
Apresentado pela própria organização como o maior movimento de mulheres do Espírito Santo, o projeto construiu sua identidade em torno de uma proposta que vai além do exercício: aproximar mulheres por meio de experiências que misturam movimento, saúde, autocuidado e convivência.
A dimensão dessa comunidade ajuda a contar a história. O Cardio reúne mais de 5 mil seguidoras nas redes sociais e registrou mais de 300 mulheres presentes em uma de suas edições anteriores.
Mas os números explicam apenas uma parte do fenômeno.
A outra aparece quando o treino acaba.
Mulheres que chegaram para se exercitar começam a criar vínculos, reencontram conhecidas, fazem novas amizades e passam a associar atividade física a uma experiência coletiva. O exercício continua importante, mas deixa de ser o único motivo para estar ali.
É uma mudança pequena na aparência e grande no significado.
Correr ou treinar acompanhado não serve apenas para cumprir uma atividade. Pode também significar ocupar um espaço, construir relações e reconhecer outras pessoas que compartilham hábitos, interesses e fases de vida semelhantes.
No Cardio, essa camada social deixou de ser consequência e passou a fazer parte da própria identidade do movimento.
Só que, desta vez, a comunidade não estará sozinha.

Do outro lado está o S+ Club, iniciativa idealizada por Paulo Girelli, com Matheus Fagundes também à frente dessa construção, voltada à aproximação entre profissionais da área da saúde.
O ponto de partida é diferente.
Enquanto o Cardio cresceu a partir de uma comunidade feminina conectada por movimento e autocuidado, o S+ procura aproximar profissionais que atuam em um mesmo ecossistema, mas que muitas vezes permanecem separados pelas próprias especialidades.
Médicos, dentistas, biomédicos, nutricionistas, fisioterapeutas e profissionais de educação física passam a dividir o mesmo ambiente, abrindo espaço para relacionamento, troca e novas conexões.
Até aqui, cada comunidade construiu sua identidade falando principalmente com o próprio público.
O encontro entre Cardio e S+ não interessa porque os dois projetos são iguais. Interessa justamente porque não são.
Um parte da força de uma comunidade feminina. O outro, da conexão entre profissionais de saúde. Quando os dois ocupam o mesmo espaço, surge uma experiência em que saúde deixa de ser apenas assunto técnico ou prática individual e passa também pela maneira como as pessoas se relacionam.
Talvez esse seja o principal ponto de convergência entre movimentos aparentemente tão diferentes: os dois perceberam que comunidade também tem valor.
Entre as novidades do Gostosas Ascend S+ está uma corrida de aquecimento.
O percurso abre a programação e ajuda a dar o tom da experiência, mas seu significado vai além do movimento em si. Dentro da proposta do evento, a corrida se soma ao treinão, à entrega de medalhas e aos demais momentos de convivência para reforçar uma ideia que já atravessa as duas comunidades: mover-se também pode ser uma experiência compartilhada.
Não é preciso transformar toda atividade física em competição para que ela seja relevante.
Em encontros como esse, o relógio, o ritmo e a performance dividem espaço com outras medidas menos objetivas: quem corre ao lado, quem incentiva, quem chega junto e as conexões construídas durante o percurso.
E a programação não termina quando o treino acaba.
Ao longo da manhã, a experiência muda de ritmo e ganha também uma dimensão de celebração. Um grande show surpresa está previsto para completar o encontro, mas a identidade da atração seguirá em segredo.
A expectativa faz parte da proposta.
Corrida, treino, música e convivência deixam de funcionar como momentos isolados e passam a compor uma mesma experiência.
Existe uma diferença entre participar de um evento e sentir que se faz parte dele.
É essa fronteira que Cardio das Gostosas e S+ Club procuram atravessar ao colocar duas comunidades no mesmo ambiente. Não se trata de apagar as diferenças entre elas, mas de descobrir o que pode surgir quando esses universos se encontram.
Para quem participa, haverá corrida, treino, música e uma manhã fora da rotina.
Para as comunidades, existe algo maior em jogo: ampliar relações sem perder identidade.
E, para Vitória, experiências como essa ajudam a tornar visível uma forma diferente de enxergar saúde e bem-estar. Uma em que cuidar do corpo continua importante, mas divide espaço com convivência, identidade e conexão.
No dia 12 de setembro, às 06h00, o Tantra Beach Club será o ponto de encontro dessas duas trajetórias — com corrida de aquecimento, treinão e um grande show surpresa preparado para completar a manhã.
O Gostosas Ascend S+ nasce do encontro entre públicos diferentes, mas também de uma percepção em comum: movimento ganha outra dimensão quando deixa de ser apenas atividade e passa a criar comunidade.
Mais do que colocar duas marcas lado a lado, a collab coloca uma ideia em movimento: saúde, experiência e conexão podem ocupar o mesmo espaço — e o Espírito Santo já está mostrando como isso acontece.