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Lodge Amiatta: um refúgio capixaba onde o tempo aprende a andar mais devagar

Publicado em: 26/01/2026

Paulo Erlacher, idealizador do projeto, junto com sua filha, Ana Erlacher, e seu genro, Rafael Brasil. Foto: Renata Rasseli

Por: Matheus Conceição

 

Em Santa Teresa, nas montanhas do Espírito Santo, nasce um projeto que convida à pausa, à contemplação e a uma nova forma de estar no mundo.

 

Existe um momento — silencioso, quase imperceptível — em que o corpo pede calma. Não é cansaço físico. É excesso de mundo.

Talvez seja por isso que, em Santa Teresa, nas montanhas capixabas, começa a ganhar forma o Lodge Amiatta. Um refúgio pensado não para impressionar, mas para acolher. Não para acelerar experiências, mas para desacelerar o olhar.

Ali, onde o ritmo da serra dita o tempo e o silêncio integra a paisagem, nasce um projeto que valoriza o detalhe, a presença e a experiência vivida com atenção.

 

Um projeto que amadurece em família

Idealizado por Paulo Erlacher e sua filha Ana Erlacher, o Lodge Amiatta nasce como fruto de uma construção compartilhada, onde o tempo não apressa — ensina.

Mais do que um empreendimento, o projeto surge da convivência, da escuta e do desejo de criar algo com significado. Cada decisão carrega história. Cada escolha reflete cuidado. O lodge amadurece no mesmo ritmo dos laços que o originaram.

Nada ali nasce da pressa. Nada é imposto.

O Amiatta cresce com tempo, intenção e respeito aos processos.

 

Não é hotel. Não é resort. É refúgio.

O Lodge Amiatta não se apresenta como mais um destino turístico. Ele se define como um refúgio nas montanhas para quem deseja desacelerar, respirar com mais calma e se reconectar com a natureza.

No conceito de hospedagem, um lodge se diferencia pela proposta intimista e pela relação direta com o ambiente em que está inserido. Não se trata apenas de oferecer acomodações, mas de criar experiências conectadas ao território, ao ritmo da natureza e ao tempo de quem chega.

No Amiatta, essa ideia se traduz em poucos espaços, atenção aos detalhes e uma vivência que valoriza o silêncio, a paisagem e a presença.
Pausar o barulho. Reduzir o ritmo. Estar presente.

Aqui, o luxo não está no excesso. Está no essencial.

 

O tempo também se colhe

Essa relação com o ritmo natural não fica apenas no discurso. Ela começa a ganhar forma concreta.

Matheus Conceição. Foto: Arquivo pessoal

No último sábado, dia 24 de janeiro, o empreendimento viveu um momento simbólico: a primeira coleta de uvas do Lodge Amiatta. Um gesto simples, quase silencioso, mas carregado de significado. Marca o início de uma proposta que respeita os ciclos da terra e acompanha o tempo das estações.

Localizado na região de Aparecidinha, a cerca de 20 minutos da Rua do Lazer, em Santa Teresa, o lodge ocupa uma área onde natureza e projeto caminham juntos. A proposta prevê 33 apartamentos, espaços dedicados ao lazer, área para eventos e uma pequena capela, pensada para celebrações com significado.

A produção agrícola faz parte dessa experiência. O Amiatta cultiva uvas de mesa, uvas vinícolas e maçãs, reforçando a ideia de que cada estação revela seus próprios frutos. O visitante não apenas observa a paisagem, mas participa do tempo da terra — colhe, prova, sente.

Foto: Arquivo pessoal

 

“Encontre sua nascente”

O slogan do Amiatta traduz sua essência — e também sua origem. O nome remete à expressão latina Ad Meata, “em direção às fontes”, símbolo do retorno ao essencial. A inspiração dialoga ainda com o Monte Amiata, na Itália, região marcada pela relação profunda com a montanha, a terra e os ciclos naturais.

Não como referência estética, mas como inspiração simbólica: um olhar para fora que ajudou a construir algo genuinamente capixaba.

Encontrar a nascente é permitir-se desacelerar. É vivenciar o tempo de outra forma. É transformar a estadia em experiência.

Sem pressa. Sem ruído. Com presença.

 

Turismo de pausa, com identidade capixaba — e projeção nacional

Foto: Arquivo pessoal

Em um mundo marcado pela velocidade constante, o Lodge Amiatta surge como um contraponto natural. Um espaço que respeita o tempo das montanhas e convida o visitante a fazer o mesmo.

Esse movimento acontece em um território que também vive um momento especial. Santa Teresa vem se consolidando como um dos principais polos turísticos do Espírito Santo, reunindo clima de montanha, natureza preservada, cultura, gastronomia e experiências autênticas — atributos cada vez mais valorizados no turismo contemporâneo, inclusive em nível nacional.

Nesse contexto, o Amiatta não surge isolado. Ele dialoga com um destino em amadurecimento, que atrai visitantes de diferentes partes do país em busca de pausa, sentido e conexão real com o lugar.

Menos consumo. Mais contemplação. Menos agenda. Mais vivência.

 

Um convite que permanece

Atualmente em fase de construção, o Lodge Amiatta tem previsão de lançamento para fevereiro de 2028. Um tempo que não soa como espera, mas como maturação — coerente com a proposta de respeitar processos, ritmos e ciclos.

A essência do projeto já está definida: um lugar onde o tempo não é inimigo, onde a natureza não é cenário, mas protagonista, e onde cada experiência convida à pausa, à escuta e ao reencontro com o essencial.

Um refúgio que não promete respostas. Mas oferece espaço. E, às vezes, é exatamente disso que a gente precisa.

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