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“Onças Brasileiras”: capixaba estreia programa nacional no maior canal de finanças e negócios do país

Publicado em: 05/03/2026

Com apresentação de Ricardo Frizera — capixaba na lista Forbes Under 30 de 2025 —, o programa estreia em abril na BM&C News, com episódios sobre as regiões que lideram o crescimento econômico no país.

 

Após figurar como o único capixaba na lista Forbes Under 30 do último ano, Ricardo Frizera dá um novo passo em sua trajetória e estreia, em abril, na televisão nacional como apresentador do programa Onças Brasileiras, uma parceria da Apex Partners e da BM&C News, maior canal de finanças e negócios do país. A atração nasce com uma proposta inédita: apresentar para o Brasil e para o mundo o potencial ainda pouco revelado dos mercados regionais brasileiros, lançando luz sobre as regiões que mais crescem, produzem e transformam a economia nacional fora do eixo Rio–São Paulo.

O programa integra o Brazilian Regional Markets, uma plataforma global de relacionamento e negócios desenvolvida pela Apex Partners para divulgar as potencialidades econômicas dos mercados regionais brasileiros e conectá-las a investidores, empresários e tomadores de decisão no Brasil e no exterior.

 

Sobre o programa

O programa Onças Brasileiras é apresentado por Ricardo Frizera e exibido na BM&C News — principal canal de economia, política, mercado financeiro e notícias de negócios.

Em São Paulo, o programa será gravado junto a lideranças de empresas que são cases de sucesso e representam as potencialidades de cada estado. Entre os blocos, o programa incorpora dados de mercado, contexto setorial e análises que reforçam a tese de crescimento da região. O conteúdo também estará disponível no YouTube Onças Brasileiras e na plataforma brazilianregionalmarkets.com.br.

 

A tese das Onças Brasileiras

O conceito de “Onças Brasileiras” nasceu a partir da expansão nacional da Apex — plataforma de investimentos com mais de R$ 17 bilhões em ativos sob supervisão, presente em cinco estados do país e em Portugal — e parte da constatação de que, assim como os Tigres Asiáticos foram o conjunto de economias que puxaram o crescimento do continente asiático nas décadas de 1970 e 1980, existe no Brasil um grupo de mercados regionais que se consolidaram nos últimos anos como novos motores da economia nacional.

São eles: Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Esses mercados crescem de forma consistente acima da média do PIB brasileiro, lideram setores estratégicos como agronegócio, logística, indústria de transformação e celulose, e abrigam empresas sofisticadas e lideranças preparadas. Apesar disso, permanecem sistematicamente sub-representados na mídia e ausentes do debate econômico e do fluxo de investimentos do país, concentrado historicamente no eixo Rio–São Paulo.

A proposta do Onças Brasileiras é inverter essa lógica. A cada episódio, o programa dá protagonismo para um estado e para empresas e lideranças que constroem casos reais de sucesso fora do eixo tradicional, conectando suas histórias a dados de mercado e ao contexto econômico regional. O objetivo é ampliar o fluxo de atenção — e, por consequência, o fluxo de capital — em direção ao Brasil que produz, empreende e cresce longe dos holofotes.

“Fluxo de atenção gera fluxo de capital. Durante décadas, o capital saiu dos polos regionais e se concentrou em um único centro financeiro. Existe uma grande oportunidade de fazer diferente: estruturar bons projetos em empresas, negócios e imóveis nas regiões onde o Brasil produz riqueza de verdade. O Onças Brasileiras é o braço de comunicação dessa tese: mostrar o Brasil real para que o capital encontre o caminho”, explica Ricardo Frizera, apresentador do Onças Brasileiras e sócio-diretor da Apex.

 

Sobre Ricardo Frizera

Capixaba, Ricardo Frizera é sócio-diretor da Apex e fundador da plataforma Brazilian Regional Markets. Em 2025, foi incluído na lista Forbes Under 30 na categoria Finanças, tornando-se o único capixaba da edição, ao lado de nomes como o tenista João Fonseca, a influenciadora Maria Braz e a empresária Sasha Meneghel.

Sua trajetória começa em um paradoxo pessoal: ao deixar Vitória para trabalhar em São Paulo, Frizera percebeu que a capital do Espírito Santo, uma das cidades com maior PIB per capita do país, alto IDH e forte competitividade fiscal, era praticamente desconhecida fora da região. A experiência de ser constantemente questionado sobre a cidade, confundida muitas vezes com Vitória da Conquista, no interior da Bahia, desencadeou uma reflexão que moldaria toda a sua atuação profissional.

De volta ao Espírito Santo, Frizera ingressou na Apex — então recém-fundada por Fernando Cinelli, atual presidente do Grupo — e passou a estruturar uma tese que se tornaria central em sua atuação: a de que o desenvolvimento econômico regional depende, antes de tudo, de visibilidade.

Com essa visão, liderou a criação da área de Research da companhia, voltada à comunicação e dados, com o objetivo de reduzir a distância entre os mercados regionais e os grandes centros de decisão e investimento.

Ao longo de mais de uma década, esse trabalho contribuiu para reposicionar o Espírito Santo no radar de investidores nacionais e internacionais. Com a expansão da Apex para outros estados, Frizera passou a identificar o mesmo fenômeno de forma mais ampla: outros mercados regionais igualmente produtivos, competitivos e invisíveis. Isso resultou na criação do conceito de “Onças Brasileiras” para nomeá-los. Hoje, esse conceito organiza tanto a atuação do BRM como plataforma de inteligência quanto o programa de televisão que estreia em abril.

“Quando eu dizia que era de Vitória, muitos perguntavam se era Vitória da Conquista. Aquilo me provocou uma reflexão profunda: como uma cidade do interior da Bahia era mais conhecida do que a capital do Espírito Santo? Foi ali que percebi uma grande assimetria de relevância e de conhecimento sobre o nosso estado no Brasil. Hoje, a missão continua a mesma, só que aplicada a todas as Onças Brasileiras”, explica Frizera.

 

Sobre a Apex e o Brazilian Regional Markets

Fundada há mais de 12 anos com a visão de ser o principal banco de investimentos mercantil regional do Brasil até 2030, a Apex é uma plataforma de investimentos com mais de R$ 17 bilhões sob supervisão, presença em cinco estados do país — Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul — e Portugal, e atuação estruturada em quatro áreas de negócio: Gestão de Recursos, Advisory, Investment Banking e Research.

Com o propósito de desenvolver soluções de mercado de capitais para fortalecer os ecossistemas regionais brasileiros, a Apex se posicionou estrategicamente com a tese dos mercados regionais, atuando em estados que são referência em crescimento econômico e desenvolvimento humano e apostando na descentralização do mercado financeiro brasileiro como vetor de desenvolvimento econômico de longo prazo.

O Brazilian Regional Markets (BRM) é a plataforma de inteligência e relacionamento da Apex dedicada a desenvolver os mercados regionais brasileiros. O ecossistema integra a Plataforma BRM — portal de conteúdo editorial, análises setoriais, colunas especializadas e dados —; a BRM News — newsletter diária com curadoria de notícias dos mercados regionais —; o programa Onças Brasileiras; podcasts; e eventos, que já reuniram mais de 1.500 lideranças do setor público e privado em Brasília, São Paulo e Nova Iorque para debater oportunidades de desenvolvimento regional.

A tese central do BRM é que fluxo de atenção gera fluxo de capital: ao ampliar a visibilidade dos mercados regionais junto a tomadores de decisão, investidores e ao debate econômico nacional e internacional, a plataforma contribui para atrair o capital para mais perto de onde a riqueza brasileira é gerada.

 

Contexto: o Brasil que cresce longe dos holofotes

Os mercados regionais brasileiros vêm apresentando crescimento consistente acima da média nacional. Em 2024, Santa Catarina registrou expansão de 5,3% do PIB — mais que o dobro da média nacional de 3,4%. O Rio Grande do Sul cresceu 4,9%, impulsionado por uma expansão de 35% no agronegócio, mesmo após as enchentes históricas de maio. Já o Paraná exportou US$ 14,2 bilhões em alimentos e bebidas para 176 países no mesmo ano.

O Mato Grosso produz mais de 50 milhões de toneladas de soja por safra (mais do que China e Índia juntos). Minas Gerais atingiu R$ 1,06 trilhão de PIB, consolidando-se como a terceira maior economia do país, enquanto o Espírito Santo reforça sua posição como maior exportador brasileiro de cinco cadeias produtivas, entre elas rochas ornamentais (78,5% das exportações nacionais), café conilon (75%) e pelotas de minério de ferro (sendo, nesta última, o maior exportador do mundo).

O Mato Grosso do Sul continua se destacando na produção de celulose, com a gigante chilena Arauco anunciando um investimento de R$ 25 bilhões para construir a maior fábrica de celulose em etapa única do mundo na cidade de Inocência. E Goiás desponta na corrida por terras raras, com reservas que representam cerca de 25% da disponibilidade mundial deste tipo de minério.

São esses mercados — produtivos, competitivos e sistematicamente sub-representados — que o Onças Brasileiras se propõe a revelar para o Brasil.

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