Thomaz Tommasi. Foto: Divulgação
Por: Ivy Coutinho
Algumas histórias começam antes mesmo da pessoa perceber que está escrevendo a própria trajetória. A de Thomaz Tommasi começa numa noite de setembro, em Vitória, às 21h. Ele nasceu na antiga maternidade da Praia do Canto, prédio que hoje abriga o Shopping Boulevard. Gosto de imaginar esse detalhe como um símbolo silencioso. Um lugar que se transforma com o tempo, sem perder a memória do que foi. Thomaz também é assim.

Foto: Divulgação
Capixaba de origem e de convicção, ele sempre carregou um olhar atento para o mundo e para as pessoas. Um olhar que observa, questiona, conecta. Nada em sua caminhada parece ter sido por acaso. Nem as escolhas, nem os caminhos, nem as pausas.
A vida pessoal ocupa um lugar de destaque na forma como ele enxerga o mundo. Há 20 anos em relacionamento e 15 anos casado com Luanna Campi, ele costuma dizer que foi ela quem trouxe luz e equilíbrio para sua vida. É um tipo de reconhecimento que diz muito sobre quem entende que crescer não é um movimento solitário. Gabriel, seu filho de 8 anos, é outra fonte diária de inspiração. Um lembrete constante sobre responsabilidade, futuro e o impacto das escolhas que fazemos hoje.
Sempre teve curiosidade pelo funcionamento das coisas. Administrador de Empresas, Mestre em Políticas Públicas e Desenvolvimento Local, com formação em Diplomacia, Relações Internacionais e Liderança, encontrou na política não um palco, mas um campo de reflexão. Ele se define como cientista político por vocação. Gosta de estudar o poder, as instituições, as decisões que moldam a vida das pessoas, mesmo quando elas não percebem.
Mas o profissional não ficou restrito à teoria. Talvez porque a realidade sempre o tenha chamado para a prática. Empresário, é secretário do Instituto Tommasi de Pesquisa e Desenvolvimento e presidente da Associação dos Empresários de Vila Velha. Em cada um desses espaços, atua como alguém que constrói pontes. Aproxima setores que, muitas vezes, se olham com desconfiança. Mercado e poder público. Ideias e execução. Interesse coletivo e eficiência.
Essa capacidade de conectar pessoas é uma de suas marcas mais fortes. Thomaz escuta, articula, traduz. Ele acredita que desenvolvimento não nasce do conflito permanente, mas do diálogo firme, responsável e honesto.

Com a família. Foto: Divulgação
Em 2022, essa inquietação virou livro. Em “Democracia: O Combustível da Primavera Árabe”, ele analisa processos políticos contemporâneos com profundidade e senso crítico. Não escreve para impor verdades, mas para provocar reflexão. Para ampliar o olhar.
O reconhecimento veio como consequência. Em 2024, foi novamente premiado pelo Centro de Liderança Pública com o Prêmio Liderança Pública, pelo segundo ano consecutivo. Um reconhecimento nacional que reforça sua contribuição para políticas públicas mais eficientes e uma gestão mais preparada, com impacto real no Estado e no Brasil.
Fora dos compromissos institucionais, Thomaz é movido pela curiosidade. Ama esportes e viagens. Já esteve em 63 países e se interessa por destinos considerados improváveis, como Coreia do Norte, Paquistão, Afeganistão e Turcomenistão. Lugares que exigem escuta, respeito e disposição para entender o outro. Não por acaso, Nelson Mandela é uma de suas grandes referências. Um líder que transformou o mundo sem abrir mão do diálogo.
Thomaz é feito de muitas camadas. Intelectual, empresário, articulador, pai, marido, viajante. Mas, acima de tudo, alguém que acredita que desenvolvimento verdadeiro só acontece quando pessoas se dispõem a construir juntas. E isso, para mim, é o que torna sua trajetória verdadeiramente bacana.

Em viagem com a família. Foto: Divulgação