Foto: Christian Diego
Hoje, 8 de setembro, é dia de celebrar nossa capital, Vitória! Uma cidade que reúne história, cultura, desenvolvimento econômico e uma relação permanente com o mar, características que ajudam a explicar sua importância para todo o Espírito Santo.
Formada por um arquipélago de 33 ilhas e uma porção continental, Vitória ocupa 93,38 km² e é cercada pela Baía de Vitória e pelo estuário formado pelos rios Santa Maria, Marinho, Bubu e Aribiri. São praias, enseadas, mangues, encostas e áreas urbanas que compõem uma paisagem singular. Sete pontes fazem a ligação da Ilha de Vitória com o continente, conectando a capital aos municípios vizinhos e à dinâmica da Região Metropolitana.

Cris Samorini. Foto: Acervo PMV
Com 322.869 habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE, Vitória também ocupa uma posição estratégica no Sudeste brasileiro. A cidade vem ampliando sua vocação para negócios, eventos, turismo, inovação e esportes náuticos, ao mesmo tempo em que mantém manifestações culturais tradicionais e espaços que fazem parte da memória capixaba. Em 2026, esse cenário ganhou um novo reconhecimento: Vitória foi eleita a cidade mais competitiva do Brasil pelo Ranking de Competitividade dos Municípios (CLP, 2026).
No aniversário de 475 anos, o momento também marca uma passagem histórica na política da capital. À frente da Prefeitura, Cris Samorini é a primeira mulher eleita prefeita de Vitória. Em entrevista exclusiva ao jornalista Patrick Lóss, ela fala sobre o reconhecimento nacional da cidade, os investimentos previstos para os próximos anos, os desafios do desenvolvimento, o significado de comandar a capital e o legado que pretende deixar ao fim da gestão. Confira:
Patrick Lóss: Vitória foi eleita a cidade mais competitiva do Brasil em 2026. O que esse reconhecimento representa para a capital?
Cris Samorini: Esse reconhecimento mostra que Vitória está no caminho certo e que uma gestão responsável, planejada e orientada por dados gera resultados concretos para a cidade. O primeiro lugar no Ranking de Competitividade dos Municípios é resultado de um trabalho contínuo de equilíbrio das contas públicas, diálogo permanente com a população, desburocratização, digitalização dos serviços e qualificação da gestão.
Também é fruto de uma administração integrada. Saúde, educação, economia, inovação e outras áreas trabalham com metas e indicadores comuns, compartilhando informações e buscando soluções conjuntas para melhorar os resultados para a população. Essa integração é fundamental para criar um ambiente favorável à geração de emprego, à atração de investimentos, ao desenvolvimento do turismo e à melhoria da qualidade de vida.
Mas esse reconhecimento não significa acomodação. O ranking é um termômetro do que já foi realizado e mostra também onde ainda podemos avançar. Nossa obrigação é olhar para os indicadores em que Vitória ainda tem espaço para melhorar e transformar esses desafios em novas prioridades de governo.
A reforma tributária também reforça a importância de Vitória estar preparada. Com mudanças na forma de distribuição da arrecadação, fatores como ambiente de negócios, capital humano, infraestrutura e qualidade de vida serão cada vez mais importantes para a competitividade das cidades.
Por isso, Vitória vai usar essa posição não apenas como reconhecimento, mas como ponto de partida para avançar ainda mais, atrair empresas, fortalecer o turismo, gerar oportunidades e melhorar a vida de quem mora na cidade. No fim, o principal indicador continua sendo aquele que o morador percebe no dia a dia: uma escola melhor, um serviço de saúde que funciona, uma cidade mais qualificada e uma gestão pública que entrega resultados.
Patrick Lóss: Quais são os principais planos da sua gestão para o desenvolvimento de Vitória nos próximos anos?
Cris Samorini: Nos próximos anos, nosso principal compromisso é continuar preparando Vitória para crescer de forma planejada, sustentável e com qualidade de vida para a população. Temos o Plano Vitória 2030, que estabelece metas até 2030 e organiza as ações do município em áreas como desenvolvimento econômico, qualidade de vida, inovação, participação social e acolhimento.
Também temos uma carteira importante de investimentos. Para os próximos cinco anos, estão previstos mais de R$ 3 bilhões em obras, equipamentos e infraestrutura, que se somam aos R$ 2,74 bilhões já destinados desde 2021. Esses recursos estão presentes em áreas como saúde, educação, habitação, mobilidade, infraestrutura, urbanização, esporte, cultura e tecnologia.
Queremos avançar ainda mais na modernização dos serviços públicos, na atração de empresas e investimentos, no fortalecimento do turismo e da inovação e na melhoria da infraestrutura urbana. Ao mesmo tempo, vamos continuar investindo em educação, saúde, habitação e prevenção de riscos, porque desenvolvimento só faz sentido quando melhora concretamente a vida das pessoas.
Vitória precisa olhar para o futuro sem perder aquilo que faz parte da sua identidade: sua relação com o mar, sua história, sua cultura e seus espaços públicos. É esse equilíbrio entre desenvolvimento, inovação, sustentabilidade e qualidade de vida que queremos construir para os próximos anos.
Patrick Lóss: Vitória completa 475 anos. O que essa data representa para a senhora?
Cris Samorini: Completar 475 anos é celebrar uma cidade que tem uma história muito rica, mas que também sabe se reinventar e olhar para o futuro. Vitória conseguiu se transformar ao longo dos anos sem perder suas raízes, sua cultura e a identidade de quem vive aqui.
Para mim, é uma alegria e também uma grande responsabilidade estar à frente da cidade em um momento tão importante. Temos orgulho do que Vitória já conquistou, mas sabemos que uma cidade viva está sempre em transformação.
Celebrar os 475 anos é reconhecer essa trajetória e, principalmente, reafirmar o compromisso de continuar trabalhando para que Vitória seja cada vez melhor para quem mora aqui e para quem nos visita. Uma cidade que preserva sua história, mas que também investe em inovação, infraestrutura, qualidade de vida e novas oportunidades.
Patrick Lóss: Como é, para a senhora, ser a primeira prefeita eleita da história de Vitória?
Cris Samorini: Ser a primeira prefeita eleita da história de Vitória é uma grande honra e, principalmente, uma enorme responsabilidade. Sei da importância histórica desse momento, mas também sei que a população espera de mim trabalho, resultados e uma gestão que faça diferença na vida das pessoas.
Tenho consciência de que ocupar esse espaço também representa a abertura de novos caminhos. Quero que minha gestão seja marcada pela capacidade de ouvir, planejar, unir diferentes áreas e transformar as prioridades da população em ações concretas.
Recebo essa responsabilidade com muita humildade e com a certeza de que governar Vitória é trabalhar todos os dias para cuidar da cidade e das pessoas que vivem nela.
Patrick Lóss: Qual legado a senhora gostaria de deixar para Vitória ao final da sua gestão?
Cris Samorini: Quero deixar uma Vitória mais preparada para o futuro, com uma gestão pública eficiente, contas equilibradas, serviços que funcionam e uma cidade que ofereça mais qualidade de vida para sua população.
Quero que o nosso legado esteja presente na educação, na saúde, na habitação, na infraestrutura, na prevenção de riscos, na inovação e na geração de oportunidades. Mas, acima de tudo, quero que o morador perceba essa transformação no lugar onde vive.
Também quero deixar uma cidade que tenha capacidade de continuar avançando. Uma Vitória que atraia investimentos, gere empregos, fortaleça o turismo, preserve sua história e seu patrimônio e esteja preparada para os desafios das próximas décadas.
No final, mais importante do que qualquer ranking ou indicador é saber que conseguimos melhorar a vida das pessoas. Se o morador sentir que a cidade está melhor, mais acolhedora, mais eficiente e com mais oportunidades, esse será o principal legado da nossa gestão.
Aos 475 anos, Vitória segue sendo uma cidade que combina uma história de séculos com os desafios e as oportunidades do presente. Para além dos indicadores, das obras e dos reconhecimentos, a capital representa um dos principais símbolos da identidade do Espírito Santo. Conhecer, valorizar e cuidar de Vitória também é reconhecer aquilo que o Estado construiu ao longo de sua história. Todo capixaba tem motivos para ter Orgulho de sua capital.