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União que move: o S+ Club chega para transformar o mercado de saúde no Espírito Santo

Publicado em: 27/04/2026

Evento realizado no espaço EVO, no Shopping Vitória, reuniu profissionais de saúde em torno de movimento, conexão e um novo jeito de ver o mercado

 

Por: Matheus Conceição

 

O sol da manhã deste último sábado, 25 de abril, ainda não tinha esquentado de vez quando o estacionamento do Shopping Vitória, em Vitória, já vibrava. Música ao vivo, treino ao ar livre, café da manhã caprichado e — o que mais chamava atenção — profissionais de saúde de diferentes especialidades conversando, rindo e suando juntos.

Era o S+ Club em ação.

O evento, realizado no espaço EVO, reuniu médicos, dentistas, nutricionistas, fisioterapeutas e profissionais de educação física num mesmo lugar — não para disputar território, mas para construir algo maior. Com treino conduzido pelo professor Thales Zavarize, DJ ao vivo, patrocinadores e um coffee break que estava à altura do astral do dia, a proposta era clara: qualidade de vida começa pela manhã, começa pelo corpo, e começa pela conexão com quem pensa parecido com você.

Médicos. Dentistas. Fisioterapeutas. Nutricionistas. Unidos pelo S+ Club.

 

A guerra invisível que ninguém quer admitir

Para entender o S+ Club, é preciso entender o problema que ele quer resolver.

No mercado de saúde, existe uma tensão que quem está de dentro conhece bem, mas raramente vem à tona publicamente. Médicos e dentistas disputando procedimentos. Nutrólogos e nutricionistas em conflito de competências. Fisioterapeutas e educadores físicos em atrito por espaço e reconhecimento. É o que Paulo Girelli, um dos idealizadores do S+ Club, chama diretamente de uma guerra entre classes.

“No fundo, não é só sobre competência — é sobre dinheiro. Sobre quem vai prosperar mais”, avalia Paulo. “Mas quem está saindo perdendo nessa guerra é justamente quem está dentro dela.”

A lógica é simples e poderosa: um dentista com dificuldades no comercial da clínica e um médico com o mesmo problema têm muito mais a ganhar trocando experiências do que brigando por quem pode fazer qual procedimento. O desafio que um enfrenta pode ser exatamente o que o outro já superou.

É aqui que o S+ Club entra — não como mais um evento de networking, mas como um movimento.

 

Quem está por trás da ideia

Paulo Girelli tem 27 anos e uma trajetória que parece ter sido desenhada sob medida para criar exatamente isso.

Antes da pandemia, era do mundo dos eventos — chegou a realizar festas para 2.500 pessoas no Ilha Shows, em Vitória. Sabe, portanto, o que é fazer um ambiente vibrar. Com a pandemia, mergulhou no marketing digital e, ao lado do sócio Matheus Fagundes, construiu uma agência full service que faturou cerca de R$ 600 mil no primeiro ano. A especialização natural veio: os maiores cases eram do setor de saúde. Foi então que a virada aconteceu.

“Minha essência está nas pessoas. Ambientes silenciosos me dizem pouco. O que me move é ver ideias se encontrando, profissionais se conectando, algo sendo construído ali, na hora”, revela Paulo — e basta observá-lo circulando pelo evento para entender que não é figura de linguagem.

Ao lado de Paulo está Matheus Fagundes — o arquiteto invisível que sustenta o S+ Club. Enquanto o evento acontece à luz do dia, com música, movimento e conexões, é Matheus quem opera nos bastidores com a mesma intensidade: articulando patrocinadores, construindo pontes e criando as condições para que tudo se encaixe. Um evento de impacto não nasce apenas de uma boa ideia. Ele nasce da engenharia silenciosa que existe antes do primeiro treino começar — e é exatamente isso que Matheus entrega. Juntos, Paulo e Matheus estruturaram o S+ Club com uma visão precisa: o profissional de saúde que se destaca hoje não é necessariamente o mais técnico. É o que tem mais processo, mais gestão e mais relacionamentos. E é esse profissional que o movimento quer formar.

 

Uma manhã que vale mais do que parece

O formato do S+ Club não foi escolhido por acaso.

Uma manhã de atividade física ao ar livre, com música, café e boas conversas, cria um ambiente que nenhuma sala de conferência consegue reproduzir. O treino conduzido pelo professor Thales Zavarize foi intenso o suficiente para despertar o corpo e leve o suficiente para abrir o sorriso. O coffee break — bem acima da média — completou a experiência. Os patrocinadores estavam integrados ao ambiente. Nada parecia forçado.

O resultado? Conversas genuínas. Parcerias que começaram durante o alongamento. Cartões trocados enquanto o DJ mixava. E a sensação — difícil de fingir — de que aquelas pessoas estavam no lugar certo, com as pessoas certas.

Cuidar do que é mais precioso não começa na clínica. Começa em você. No movimento. No relacionamento. Na comunidade.

 

O novo tempo do profissional de saúde

O mercado mudou. Quem ainda não percebeu vai perceber em breve.

Técnica continua sendo essencial — ninguém está dizendo o contrário. Mas a técnica sozinha já não garante consultório cheio, clínica lucrativa ou carreira sustentável. O que define o profissional de saúde do futuro é a capacidade de se posicionar, de construir comunidade, de entender de gestão e de comercial.

“Quem lidera hoje é quem tem mais processo, mais gestão, mais contatos e mais liberdade para dialogar com mais pessoas”, sintetiza Paulo Girelli.

O S+ Club nasce justamente para acelerar essa transição — no Espírito Santo, com a cara e o calor capixaba.

 

Se você é profissional de saúde e ainda não chegou nessa conclusão, talvez seja hora de rever. A rivalidade entre especialidades só serve para enfraquecer quem está dentro dela. A união — real, prática, de quem sua junto e troca experiências de verdade — é o que vai diferenciar carreiras nos próximos anos.

O S+ Club mostrou, nessa manhã de sábado no coração de Vitória, que esse movimento já começou. E que os profissionais que entenderem isso primeiro vão chegar mais longe — não pela força da rivalidade, mas pela inteligência da união.

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