Jorge Santos e José Maria. Fotos: Divulgação
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) está presente no cotidiano de todos, ainda que muitas vezes de forma silenciosa. É ele quem garante que obras, estruturas, serviços técnicos e projetos que impactam diretamente a vida da população sejam executados com segurança, qualidade e responsabilidade. No Espírito Santo, essa presença se tornou ainda mais evidente nos últimos anos. Sob a gestão do presidente Jorge Silva, o CREA-ES passou por uma transformação significativa, ampliando sua atuação e se aproximando tanto da sociedade quanto dos profissionais.
Desde 2021 no comando do Conselho, e reeleito em 2023, o atual presidente encerra seu ciclo e deixa um cenário de fortalecimento institucional e maior protagonismo da engenharia no estado.
Natural de Viçosa, em Minas Gerais, Jorge construiu sua trajetória profissional no Espírito Santo, onde chegou em 1976, após se formar em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Viçosa. Com uma carreira consolidada no agronegócio e passagem pela Emater-ES, ele também manteve, ao longo das décadas, forte vínculo com o sistema profissional. “São 50 anos de Espírito Santo, e cada um deles contribuiu para o que sou hoje como gestor e como representante desta categoria”, afirma.
Ao assumir a presidência do CREA-ES, Jorge encontrou uma entidade ainda distante de boa parte dos profissionais. Um dos principais marcos de sua gestão foi justamente a mudança dessa percepção, com ações voltadas à interiorização, além do fortalecimento da atuação na Grande Vitória e modernização dos serviços. “Chegamos a 53,6 mil profissionais. Isso não é número por acaso, é resultado de uma política consistente de interiorização dos serviços, de desburocratização e de aproximação real com os profissionais de todo o estado”, destaca.
Outro ponto de destaque foi o reforço na fiscalização e na defesa do exercício legal das profissões, o que contribuiu diretamente para a valorização da categoria. “Fomos rigorosos no combate ao exercício ilegal da profissão, porque isso protege a sociedade e valoriza quem estudou, quem se habilitou, quem tem responsabilidade técnica”, pontua o presidente.
Esse conjunto de ações consolidou um novo momento para o Conselho, que passou a ser mais atuante e respeitado. Para Jorge, o principal legado de sua gestão vai além de números e resultados administrativos. “Um CREA-ES mais forte, mais presente e mais respeitado. Mas, acima de tudo, um CREA-ES que aprendeu a ser de todos”, resume.
Com o fim do mandato se aproximando, a discussão sobre a continuidade desse projeto ganha força entre os profissionais do estado. Nesse contexto, surgiu o nome de José Maria, apontado como uma liderança alinhada às diretrizes implementadas nos últimos anos.
Engenheiro civil formado pela UFES, José Maria tem uma trajetória diretamente ligada ao desenvolvimento do Espírito Santo. Ao longo de décadas, participou de obras estruturantes e acompanhou de perto o crescimento urbano e industrial capixaba. “A engenharia foi minha vida e o Espírito Santo foi meu canteiro de obras”, afirma o engenheiro.
Dentro do sistema profissional, sua experiência também é extensa, com mais de duas décadas de atuação em diferentes funções no próprio CREA-ES e na Mútua-ES, a Caixa de Assistência dos profissionais do CREA-ES. Essa vivência, segundo ele, é um diferencial para o novo desafio. “Conheço o sistema por dentro, de todas as perspectivas. Da base operacional à direção estratégica”, destaca.
O surgimento de seu nome como pré-candidato, segundo José Maria, foi resultado do diálogo com profissionais de diversas regiões. “Quando esse chamado vem de forma espontânea, de profissionais de diferentes modalidades e diferentes regiões do estado, ele tem um peso diferente”, afirma, reforçando o compromisso com a responsabilidade que assume.
Alinhado à atual gestão, ele defende a continuidade dos avanços conquistados, sem abrir mão de novas evoluções. “Quem foi chamado para continuar algo precisa entender muito bem o que não pode ser perdido. E eu entendo”, pontua, ao destacar a importância de preservar as conquistas recentes do Conselho.
Para Jorge Silva, atua presidente, esse alinhamento do nome de José Maria para o comando do CREA-ES é fundamental em um momento estratégico para o Espírito Santo, que prevê um volume expressivo de investimentos nos próximos anos. “A continuidade não é sobre mim, é sobre o projeto. Os avanços que conquistamos não se consolidam da noite para o dia; eles precisam de continuidade”, afirma.
Além da sucessão no CREA-ES, Jorge também projeta novos desafios dentro do sistema profissional, colocando seu nome como pré-candidato à presidência da Mútua-ES. A proposta, segundo ele, é fortalecer ainda mais a integração entre as instituições. “O profissional não pode ter que navegar por dois mundos separados. Ele precisa sentir que o sistema está todo trabalhando por ele”, conclui.
Com o trabalho de Jorge na presidência e a atuação estratégica de José Maria, o CREA-ES se consolidou como uma instituição mais moderna, presente e alinhada às demandas do desenvolvimento do Espírito Santo e projeta um futuro promissor.